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Por dentro do NYFW: o que acontece nos bastidores

Modelo jovem esperando num casting durante a fashion week, com um book preto de portfólio debaixo do braço, arara de roupas ao fundo e luz de janela num corredor claro

A New York Fashion Week de setembro de 2026 vai de 10 a 15 de setembro, reúne cerca de 70 desfiles no calendário oficial da CFDA e mostra as coleções de primavera-verão 2027. O que aparece na passarela é a ponta de uma máquina que rodou semanas antes, longe da câmera.

É nos bastidores que a temporada de uma modelo se decide. Casting, fitting, hora de chamada, comportamento na fila do backstage. Quem entende esse lado se posiciona diferente de quem só assiste ao desfile pronto.

O que é a New York Fashion Week

A New York Fashion Week é a primeira das quatro grandes semanas de moda, antes de Londres, Milão e Paris. Em setembro mostra o que vai ser vendido no verão do ano seguinte. Em fevereiro, o inverno.

Quem organiza é a CFDA, o conselho de estilistas americanos. O calendário oficial de setembro de 2026 traz cerca de 70 desfiles e apresentações, abre no dia 10 com a estreia de Henry Zankov na direção da Diane von Furstenberg e fecha no dia 15 com a Thom Browne.

Nova York tem fama de ser a mais comercial das quatro. Menos experimental que Londres, menos tradicional que Milão e Paris, mais perto do que de fato vende em loja. Pra uma modelo, isso quer dizer mais trabalho de e-commerce, showroom e campanha em volta da semana, não só passarela.

O bastidor começa semanas antes do primeiro desfile

Quando a primeira modelo pisa na passarela no dia 10, a parte mais decisiva do trabalho já aconteceu. O casting.

Semanas antes, as agências mandam suas modelos pra uma maratona de castings. O estilista e o diretor de casting veem centenas de meninas e meninos pra escolher quem abre, quem fecha e quem anda em cada look. Uma modelo pode fazer dez, quinze castings por dia.

Depois vem a option: a marca sinaliza interesse mas ainda não confirma. A modelo pode ficar em option pra três desfiles no mesmo horário e só descobrir na véspera qual vai valer. É uma logística tensa, e é onde a agência trabalha por baixo pra encaixar a agenda.

Nada disso o público vê. Mas é aqui que a semana é ganha ou perdida.

Um dia de desfile por dentro

No dia, a hora de chamada costuma ser três, quatro horas antes do show. A modelo chega, faz o fitting final e entra na linha de produção de cabelo e maquiagem.

O backstage é caos organizado. Dezenas de modelos, cada uma com uma equipe, racks de roupa numerados, gente correndo com prancha e grampo. A modelo espera muito, quase sempre de pé, às vezes horas, pra um desfile que dura de dez a doze minutos.

Quando o show começa, é rápido. Sai, anda, volta, troca de look em segundos com duas pessoas te vestindo, sai de novo. Terminou, tira a roupa da marca, veste a sua e corre pro próximo casting ou pro próximo desfile.

Glamour tem pouco nessa rotina. Tem disciplina, espera e resistência física.

O que o cliente avalia nos bastidores

O desfile é medido por segundos de passarela. Mas a decisão de te chamar de novo se forma no backstage, onde ninguém está posando.

Chegou no horário? Trouxe o material certo? Foi fácil de vestir no fitting? Tratou bem a equipe? Reclamou da espera? Ficou no celular quando devia estar pronta pra alinhar?

Essas coisas viajam. O meio da moda é pequeno, e reputação de bastidor circula rápido entre casting director, produtor e booker. Modelo profissional e tranquila é chamada de novo. Modelo boa de passarela mas difícil nos bastidores some da lista, e nunca sabe por quê.

É a mesma lógica de como a agência mãe lê o seu Instagram: o que decide não é só a foto, é o conjunto.

Quem não desfila também trabalha na fashion week

Desfilar em Nova York no começo de carreira é exceção. A maioria das modelos que aparece na cidade nessa época está em outra coisa, e ganhando com isso.

A semana puxa uma onda de trabalho comercial em volta: e-commerce, lookbook, showroom, apresentação por agendamento, conteúdo de marca. Cliente aproveita a cidade cheia de modelo pra fechar produção. Booker refresca o board pra próxima temporada. Scout fica mais ativo.

Ou seja, a fashion week movimenta o mercado inteiro, não só quem está na passarela. Pra entender como se posicionar no mês todo mesmo sem desfilar, vale ler como se preparar pra fashion month sem desfilar.

Como uma modelo iniciante se posiciona pra essa temporada

Você não vai abrir a Thom Browne no primeiro ano. Mas dá pra estar pronta pra pegar a onda de trabalho que a semana gera.

Três coisas fazem diferença antes de setembro:

E se a temporada acontecer fora do Brasil, tem a parte que ninguém romantiza: receber em outra moeda sem perder no câmbio. Muita modelo usa o Wise pra receber cachê internacional com taxa real, em vez de deixar o banco comer parte do pagamento. Pra ver a conta completa de uma temporada, leia quanto ganha uma modelo internacional.

Por dentro da Cosmos

A Cosmos é uma agência mãe brasileira com base em Florianópolis (SC), com cerca de 56 agências parceiras entre Ásia, Europa e mundo. Nosso trabalho não é te colocar no backstage de Nova York amanhã. É montar a rota que, com material certo e mercado certo, chega lá no tempo dela.

Na prática, quando aplicável, isso começa longe da passarela: material conferido, perfil pronto pra circular entre as parceiras, primeira temporada no mercado que faz sentido pro seu tipo. A fashion week é um dos momentos do ano em que ter essa base de pé faz diferença.

Quer que a Cosmos veja o seu perfil?

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Perguntas frequentes

De 10 a 15 de setembro de 2026, no calendário oficial da CFDA, com as coleções de primavera-verão 2027. Alguns desfiles grandes acontecem na véspera, dia 9.

Não. A maioria das modelos ganha na semana com trabalho comercial: e-commerce, showroom, apresentação e campanha. O desfile é a ponta do funil, não a porta de entrada.

Além do andar, avaliam comportamento: pontualidade, material certo, facilidade no fitting e como você trata a equipe. Reputação de bastidor circula rápido e decide quem é chamada de novo.

Pela agência mãe, com material pronto e expectativa realista. Raramente pela passarela no começo. O caminho comum é uma primeira temporada comercial que constrói a experiência.